Vera Cruz - RS, sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Publicado 13/10/2017 » Vale do Sol
Uma casa de proteção, um lar de amor
Fonte: Jornal Arauto

O Dia das Crianças costuma ser recheado de presentes e programações especiais nas escolas, entidades e em boa parte das famílias. Para estas oito crianças e adolescentes de Vale do Sol, também teve isso. Cartinhas com desejos de boneca, calção, roupa, brinquedo, mochila, atendidos. Teve churrasco, visitas ilustres, brincadeira de pega-pega, esconde-esconde, bola. Lanche com hambúrguer e batata frita e música pedida - e tocada - na rádio. Teve alegria quase incontida ao ganhar xampu, sabonete, esmalte, como se fossem itens de luxo. Se estas crianças pudessem acreditar em fada madrinha, o querer mais sincero seria uma família de verdade. De amor, de proteção, de exemplo, de felicidade.

Na Casa Lar Resgate da Infância, em Vale do Sol, as oito crianças chegaram por ordem judicial em função de algum direito violado, como medida protetiva. O motivo? Em todas as casas de passagem, geralmente as razões são as mesmas: casos de abuso sexual, violência doméstica, negligência decorrente da dependência química. Elas foram tiradas dos pais biológicos, que pela ordem natural da vida deveriam zelar pelo crescimento sadio dos filhos, para ganhar uma nova perspectiva. Se não há ninguém na família extensa (como tios ou avós) para se responsabilizar por estes jovens, a Casa Lar é o destino. Lá, elas voltaram a sorrir. “Aqui somos todos irmãos, somos uma família”, dizem, em coro, sem precisar esconder sentimentos, experiências e dramas vividos.

ADOÇÃO - A maior parte das crianças e dos adolescentes acolhidos em abrigos e casas lares tem seus direitos violados dentro de sua própria casa. As irmãs Fernanda* e Bárbara*, acolhidas há alguns anos, são exemplos disso. Lar, que nunca fora doce lar. Há quatro anos, elas ganharam um novo ambiente para viver, assim como mais de 40 crianças que já passaram pelo abrigo, mantido pelo Município de Vale do Sol.
O processo de destituição do poder familiar destas meninas está em fase de conclusão e logo a fila da adoção vai ser movimentada para elas. O tão esperado recomeço, como já aconteceu em outras três oportunidades na Casa Lar, ao longo destes quatro anos de funcionamento. Ainda que as estatísticas apontem ser mais comum a procura e a adoção de bebês, por lá, todas as crianças que ganharam novo lar eram maiores de sete anos e receberam uma família cheia de amor e carinho para finalmente serem felizes.

(Foto Arauto)






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